A Pandemia do Egoísmo

Toda pandemia tem um começo. Toda pandemia tem uma história. Toda pandemia tem um culpado. Na nossa nova pandemia o culpado é o egoísmo de vários de brasileiros que, sem nenhum ato de empatia ao próximo, mesmo aos que são “bem próximos”, decidiu cumprir sua agenda de viagens para locais declaradamente contaminados por essa doença, que dizem ser leve, mas que pesou na dinâmica financeira do mundo com doses cavalares de pessimismo e desespero.

Somos vítimas do Coronavírus e do egoísmo atroz que arrebata a nossa vida cotidiana, já infestada de outros males tão ruins ou piores que esse vírus todo espetado; somos vítimas dos pais irresponsáveis que foram para a Itália, mesmo sabendo que existia ali uma epidemia, vítimas de todos os filhos que foram à qualquer parte da Europa para se divertir em meio  ao problema pelo qual o mundo está passando. Fomos e somos vítimas do egoísmo dos que resolveram continuar a viver suas vidas com a tranquilidade que a boa economia nos manda, consumindo os produtos e serviços que nos são ofertados, mantendo a estabilidade financeira das companhias aéreas, das agências de viagens, da rede hoteleira. Mantendo o sistema em funcionamento, até o dia em que esse sistema já não suporta mais, como aconteceu com a barragem em Brumadinho. Nada é feito até que tudo caia, que o sistema colapse, que a barragem estoure.

O governo orienta mantermos a calma, é claro! Não podemos nos desesperar porque o sistema não aguentará um colapso na segurança, com pessoas se digladiando por um vidro de álcool gel ou por um pedaço de frango congelado. Se o sistema de saúde já não suporta seus feridos costumeiros, imagine se os novos infectados saírem correndo para ocupar um das 175 leitos de UTI com respirador disponíveis em São Paulo??? Imaginem se a população descobrir que não existe “plano B”? O que faremos todos nós?

Não sabemos o rumo que este novo imigrante tomará nesta terra tropical, mas sabemos que os culpados, aqueles que não desistiram das suas férias italianas ou das suas reuniões profissionais europeias, já se recuperam em seus leitos domiciliares, devidamente medicados e cuidados, depois de disseminarem essa maldita gripe para os filhos, netos e pais e, consequentemente, para toda a escola dos meus filhos! Aliás, meu filhos e seus amigos agradecem o egoísmo dos tranquilos viajantes, que acarretaram uma quarentena forçada para quem nada tinha a ver com esse embrolio dos países do lado de lá do oceano…

E se, para os egoístas de plantão a ordem do dia é relaxar e aproveitar o restinho de quarentena assistindo Netflix, para o governo a recomendação é trabalhar melhor esse marketing sobre manter a calma e não disseminar o pânico, porque já estamos apavorados!!!

by Cris Coelho

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